quinta-feira, 24 de julho de 2014

Pais

Reluzia o sorriso de uma criança carente
Brilhava. Nunca havia visto algo tão belo.
Aquela criança... as flores do sombrio jardim,
Donde era louvado da mais simples alegria.
Borbulhavam-se os olhos ao ver os pais.
Pais, cheios de um eterno vazio.
Vazio sentimental, carnal. Sim, os pais
Figuras que qualquer colecionador ambiciona ter para todo o sempre.
Vaidoso e inseguro. Alegre e espontâneo. Esperto.
Seu sorriso, que não o saia do rosto,
Tangenciava os quatro lados do túmulo.
Cheios de um eterno vazio.

2 comentários:

  1. Nossa, que poema soturno: lindo e triste.

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    1. Esse foi o meu primeiro e é um dos que mais gosto. Ótimo saber que consegui causar o impacto que eu queria no leitor!

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